Fases para Exploração da Área para Criação de um Plano de Emergência
No post anterior definimos
parâmetros para criação de estratégias ambientais de atendimento aos riscos de
cada atividade, e neste e nos próximos estaremos falando sobre a exploração
para conhecer uma área para criação de um Plano de Emergência.
Lembramos que não estaremos
abordando sobre o método de análise inicial de um acidente ambiental, mas sim a
metodologia de exploração do local para criação de um Plano de Emergência. A
metodologia para análise inicial de um acidente ambiental será abordada
posteriormente, assim como todo processo envolvendo a atuação em um acidente.
Antes de mais nada, não existe
um plano de contingência ambiental realista para uma área onde não exista
conhecimento prévio das suas características. Este conhecimento pode vir de
diversas maneiras, resulta da soma de pesquisa de dados históricos, sensibilidade
e características locais com a exploração da área em risco.
Insere-se no âmbito o
Planejamento da Rotina para Elaboração do Plano de Emergência Ambiental criar
uma metodologia geral de trabalho. Sob o ponto de vista de obter maior
eficiência, é necessária uma prévia aquisição de dados para formação da base de
dados. Assim sendo consolidada com dados oriundos de pesquisas científicas
realizadas, registros de órgãos do governo (IBGE, IBAMA, MMA, órgãos estaduais
e municipais entre outros), Google Earth, Google Maps, Yahoo Maps e outras
fontes de disponibilização de dados confiáveis. Conhecimentos históricos,
culturais e geográficos podem ajudar a estabelecer uma prévia do plano que será
devidamente enriquecida com os dados obtidos em campo durante a exploração da
área.
O objetivo geral destes posts
será ajudar a desenvolver parâmetros de estudo das principais características
socioambientais e da sensibilidade existente ou potencial do local a ser
explorado. Levando em conta o uso dos recursos naturais de modo a permitir uma
avaliação da melhor estratégia de proteção e mitigação dos danos, incorporando
seus efeitos cumulativos e sinérgicos sobre o meio ambiente. Temos como
objetivo subsidiar a definição de diretrizes e orientações para o planejamento
e a implementação de ações para a área proposta, com ênfase na disponibilidade
de recursos. Dessa forma, a exploração deve ser desenvolvida a partir de três
abordagens distintas.
A primeira abordagem, que
servirá de fundamento para todas as abordagens posteriores, volta-se para o
conhecimento da realidade do local. Buscando a complexidade da inter-relação de
seus múltiplos fenômenos socioambientais e a identificação dos impactos negativos
do cenário proposto e, em particular, da sinergia e cumulatividade desses
impactos, que apresentam alta diversificação espacial e temporal. Trata-se,
portanto, de uma abordagem que privilegia o conhecimento da realidade concreta,
buscando estimar as consequências ambientais da área sob risco de incidente.
Esta é uma fase decisiva na exploração, pois é ela que permitirá a construção
do instrumental conceitual e metodológico e a base de informações das demais
abordagens.
A segunda abordagem tem um
caráter prospectivo, voltando-se para a formação regional da área, dentro da
estrutura para resposta existente e das dificuldades iminentes para estimativa
da capacidade. Como toda abordagem prospectiva, incorporando a dimensão das
incertezas próprias das previsões logísticas e operacionais para atuação no
local de estudo. Essa incorporação requer a construção de hipóteses que serão
agregadas às pesquisas da estratégia de resposta, prevendo a introdução de
variáveis de planejamento, de novas tecnologias ou de táticas diferenciadas,
dentre outras, que possam vir a alterar as estratégias. Ou seja, observar se um
determinado recurso ou se certo segmento apresenta dificuldades para realização
do combate ou da mitigação dos efeitos negativos na área do Plano de
Emergência. Esta é, portanto, uma abordagem que busca um conhecimento da
realidade baseado no potencial de intervenção futura sobre suas características
atuais.
A terceira abordagem busca um
conhecimento capaz de subsidiar o planejamento e a formulação das estratégias,
voltando-se para uma simplificação da realidade, necessária para a construção
de critérios e mecanismos que permitam a comparação e a hierarquização de ações
distintas: contenção, recolhimento, proteção e limpeza. Trata-se de um
conhecimento que busca construir estratagemas para atuar em cada segmento que
venham a servir como indicativos que permitam operacionalizar instrumentos de
planejamento, acompanhamento e tomada de decisão pela estrutura de resposta
definida. Para que cumpra sua função, é preciso que esta abordagem esteja
fortemente calcada na realidade e nos objetivos a que se propõe atingir. Ou
seja, ela será capaz de construir indicadores e formular variáveis que sejam,
por um lado, altamente significativas como representações da realidade e, por
outro, de grande eficácia para o planejamento.
A exploração da área se
distribui em cinco fases, cuja concepção básica, conforme definido nesta
metodologia é a seguinte:
●
Primeira Fase -
Planejamento e Estruturação do Trabalho:
define os rumos das pesquisas e da exploração da área.
●
Segunda Fase -
Caracterização Socioambiental: envolvendo
a identificação das principais características ambientais, econômicas e sociais
do local, gerando uma análise dos aspectos socioambientais mais relevantes,
incluindo as potencialidades e os espaços para estimativa de estratégias.
●
Terceira Fase -
Avaliação Ambiental para Segmentação:
voltada para a identificação dos segmentos, com base nos aspectos relevantes,
também denominados como elementos de caracterização, levantados na segunda
etapa, e caracterização dos efeitos ambientais por subdivisão do local, visando
definir as áreas que se assemelhem ou se distingam das demais. Nesta etapa
realiza-se: identificação dos impactos, estabelecimento das variáveis,
qualificação e identificação das áreas frágeis e avaliação dos efeitos
acumulativos.
●
Quarta Fase -
Análise de Segmentos Definidos: envolvendo
a identificação dos potenciais conflitos locais e os que podem ocorrer devido
ao incidente proposto. Nesta etapa, além de identificar a sensibilidade e a
vulnerabilidade, registra-se os problemas que se agravariam ou surgiriam no
local explorado, serão identificados se existem outros planos de emergências
locais e regionais que tenham que ser seguidos ou ser considerados pela
estrutura de resposta estabelecida.
●
Quinta Fase -
Avaliação Estratégica Integrada:
envolvendo a avaliação dos efeitos sinérgicos e cumulativos resultantes dos
impactos ambientais ocasionados pelo conjunto das consequências do local
explorado, gerando todas as estratégias, com seus respectivos estratagemas e
táticas de atuação.
Finalização dos Trabalhos: Com base nessa concepção da análise realizada que será
formulado, finalmente, as bases metodológicas da criação do Plano de Emergência
para a área explorada.
Dentro do exposto, nos
próximos posts seguirá o detalhamento de cada fase que compõe o processo de
criação do Plano de Emergência Ambiental da área em estudo.
💬 E você, já passou pelo desafio de criar um Plano de Emergência sem ter o conhecimento prévio e aprofundado do terreno? Conte para nós aqui nos comentários qual foi a sua maior dificuldade ao diagnosticar os riscos socioambientais da área!
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Blog Estratégia de Resposta!
Este é o artigo inaugural da nossa série
especial de 7 posts sobre a Exploração de Área para Planos de Emergência
Ambiental. Navegue pelos artigos e domine todas as etapas do processo.
➡️ Próximo da série: No próximo
post, vamos detalhar a Primeira Fase: Planejamento e Estruturação do
Trabalho, cobrindo a mobilização da equipe técnica, estudo de caso e
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