segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

SEGURANÇA PARA AS CRIANÇAS NO CARNAVAL


Estaremos tratando novamente do tema carnaval nesta semana, semana que vem voltamos ao tema da elaboração do Plano de Emergência.


Nesta semana, trataremos sobre quem predente levar os pequenos para brincar carnaval, pois devem adotar algumas estratégias para garantir a segurança das crianças. Desidratação, insolação e perda auditiva são problemas infelizmente comuns nesta época.

Confira os estratagemas para curtir o carnaval com as crianças sem descuidar da saúde e da segurança:

1 - Lembre-se da hidratação

Assim como os adultos não podem descuidar da sua hidratação, é preciso oferecer sempre água para as crianças ao longo da festa. Leve consigo sempre garrafas de água mineral para as crianças.

2 - Som alto pode agredir os ouvidos

Pediatras recomendam ficar a uma distância mínima de 15 metros das caixas de som para não prejudicar a audição das crianças ou, quando possível, usar protetores auriculares. Também é recomendado evitar grandes aglomerações para proteger as crianças de infecções virais.

3 - Cuidado com o sol

Insolações também são problemas comuns neste período. É preciso passar protetor solar a cada duas horas e repelente em seguida.

4 - Verifique a segurança do ambiente

Nos  locais em que houver matinês, a orientação é verificar a segurança do ambiente, os alvarás de vistorias para a realização do evento e a permissão do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil. Além disso, a criança só pode participar desses eventos quando estiver acompanhada dos pais ou responsáveis legais.

5 - Lugar de criança é em blocos e eventos infantis ou camarotes adequados para recepcionar menores

É aconselhável levar as crianças a blocos e eventos adequados para sua idade. É muito bom quando a família passa para a criança a cultura do carnaval. Agora, se for para levar a criança para um camarote, que seja um preparado para receber a criança. Que seja um bloco dirigido especialmente ao público infantil e que tenha como entrar no bloco ou sair dele com facilidade, se for um camarote que seja seguro e com estrutura para as crianças.

6 - Identifique seus pequenos

É importante a identificação das crianças e adolescentes que transitarem pelos circuitos da folia. É recomendado anotar na pulseira ou no crachá o nome da criança e do responsável e o telefone do responsável.  Em alguns estados, ações do governo ajudam nessa tarefa.

7 - Crianças podem se perder: estabeleça pontos de encontro

Outra medida que os pais podem tomar é o estabelecimento de pontos de encontro com os pequenos, caso a família se separe. Geralmente existem serviços para ajudar a encontrar crianças perdidas nos dias de folia carnavalesca. É necessário pesquisar como funcionam os acionar os mecanismos criados e as formas de acionamento se necessário. Retire ao sair de casa uma foto de cada criança para poder mostrar como são e como estão vestidas em caso de se perderem.

8 - É proibido fornecimento de bebidas alcoólicas a menores

Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o fornecimento, a venda ou a simples entrega de uma lata de bebida alcoólica a adolescentes já constitui crime e a pena é de dois a quatro anos de reclusão.

Pela lei, são consideradas crianças as que possuem 12 anos incompletos. Já os adolescentes são aqueles com idade entre 12 e 17 anos.

9 - Viu algo errado? Denuncie


 Em períodos de festas os riscos para situações de violência contra crianças e adolescentes aumentam, porque eles ficam mais vulneráveis em grandes aglomerações. Caso você veja uma violação de direitos de qualquer tipo contra crianças, seja violência sexual ou trabalho infantil, entre em contato com o Conselho Tutelar.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

ESTRATÉGIA PARA O CARNAVAL SEGURO


Vamos esta semana dar uma pausa nas técnicas para elaboração de um Plano de Emergência Ambiental e mostrar as estratégias para ter um carnaval com toda segurança. Na próxima semana retomamos falando sobre a quinta etapa do Plano de Emergência.

ANÁLISE DOS RISCOS

Como não existe nenhuma atividade isenta de riscos e risco é qualquer incidente que possa influenciar negativamente este acontecimento. Os eventos como o Carnaval estão particularmente sujeitos ao perigo de riscos. A bebida, a festa e todos fatores da diversão podem nos expor a riscos de furtos, roubos, acidentes e todos os riscos da região onde irá se passar a folia, casos como o risco da febre amarela em alguns locais por exemplo.

O conceito de risco não se refere apenas e exclusivamente a risco de segurança ou a risco financeiro durante o carnaval, mas também, por exemplo, a fraude e a deturpação da promoção de eventos turísticos ou da folia. Assim, por gestão de risco, neste contexto do carnaval, o processo de avaliação, análise e resolução dos possíveis problemas em todos âmbitos da festa. Contudo, o risco pode não ser obrigatoriamente sinónimo de dano (até porque o risco faz parte de qualquer atividade).

Por isto, é necessário planejar antecipadamente o local para passar as festividades carnavalescas, obtendo informações detalhadas sobre os riscos da região, como chegar, onde frequentar e horários. É preciso lembrar que existem locais que, nesta época do ano, alteram os horários ou forma de funcionamento.

É importante permanecer sempre atento às pessoas ao seu redor e manter especial atenção com as crianças. Uma boa ideia é identificá-las com pulseiras, constando o nome dos pais, endereço e telefone para contato.





ESTRATÉGIAS DE TRANSPORTE

Estratégia para andar a pé:

- Se possível, evite caminhar sozinho, especialmente por locais desertos e mal iluminados. Prefira andar em grupo;

- Não ostente objetos de valor ou que chamem muito a atenção, como joias, celular e tablet, por exemplo;

- Bolsas, sacolas e mochilas devem ser carregadas à frente do corpo, e com firmeza;

- Evite abrir carteira e manuseá-la quando estiver na rua;

- Procure não guardar carteira e objetos no bolso traseiro da roupa;

- Carregue poucos documentos;

- Se perceber que está sendo observado e seguido, atravesse a rua e entre no estabelecimento comercial mais próximo. Se o perseguidor continuar por perto, peça ajuda!

Estratégia para carro/ moto particular:

- Evite estacionar na rua, especialmente em locais com pouco movimento e pouca iluminação. Sempre que possível, opte por estacionamentos com seguro;

- Antes de estacionar na rua, verifique se há alguém suspeito. Caso haja, não estacione no local;

- Ao estacionar na rua, seja breve ao sair do veículo;

- Verifique sempre se os vidros do carro estão fechados e as portas travadas quando estacionar;

- Ao parar nos semáforos, evite as faixas da esquerda, pois são as mais visadas pelos bandidos;

- Não deixe objetos à vista e evite deixar itens de valor que não serão úteis na folia no carro. Utilize o porta-malas para o que for necessitar levar;

- Evite exposição de objetos que identifique locais que frequenta ou mora, como adesivos de condomínio e academia, por exemplo;

- Evite dar carona a estranhos;

- Quem faz o mesmo trajeto todos os dias deve passar a utilizar outros itinerários. Ter outras rotas como alternativas também facilita no momento de despistar algum possível perseguidor;

- Evite se aproximar do veículo com as chaves à mostra;

- Se, ao voltar, encontrar alguém mexendo no veículo ou próximo de forma suspeita, não se aproxime. Busque ajuda.

Estratégia para transporte público:

- Evite ficar sozinho no ponto de ônibus;

- Procure os pontos de ônibus com mais iluminação e movimento;

- Deixe à mão o dinheiro, cartão ou bilhete para as passagens. Evite abrir bolsas, mochilas e carteiras em público;

- Mantenha bolsas e mochilas rentes e à frente do corpo;

- Evite dormir dentro do transporte público, pode haver alguém de olho em seus pertences.

Estratégia para bicicleta:

- Evite bicicleta ou acessórios na mesma que chamem muito a atenção. No entanto, personalize a bicicleta para uma fácil identificação, caso seja necessário;

- Caso tenha de estacionar em locais públicos, procure locais mais movimentados e bem iluminados a qualquer hora do dia. As grades e os postes devem estar bem firmes no chão;

- Mesmo que deixe a bicicleta em estacionamento, use correntes, cadeados, travas;

- Esqueça as correntes e cadeados comuns. Opte pelas correntes de cabo de aço, por serem mais resistentes;

- - Nunca deixe a bicicleta encostada do lado de fora de estabelecimentos comerciais porque vai fazer algo rapidinho e voltar em instantes. Não dê oportunidade aos bandidos!

ESTRATÉGIA DA FOLIA

- Antes de viajar, os turistas devem se informar sobre a estrutura do evento: onde serão instalados os postos médicos, policiais e de atendimento a visitantes;

– Identifique as crianças de modo visível e, se possível, tire uma foto da criança antes de sair com a roupa que irá usar na folia;

- Evite acompanhar estranhos ou estranhas a supostos locais de diversão, festa, baile, samba, churrasco, desfile ou outro evento que você nem imagina onde é e muito menos o que irá encontrar;

- Evite ser uma ‘presa’ fácil, cuidado com supostas propostas ou convites para uma noitada muito bem acompanhado em hotéis, casas noturnas, clubes privês, ou apartamentos de veraneio;

- Evite comentar em público o hotel e nº do quarto em que está hospedado;

- Marque locais onde o grupo possa se reunir no caso de se perderem, um ponto de encontro torna muito mais fácil reunir a turma após a multidão passar;

- Ande sempre em grupos e evite locais desertos, principalmente à noite. Mulheres são muito visadas, por isso, evite sair sozinhas;

- Não se envolva em brigas ou tumultos, afinal, Carnaval é para se divertir;

- Não aceite convites de estranhos para sair da folia, por mais irrecusável que a proposta seja;

- Os camarotes são os lugares mais seguros, mas é importante saber a hora de chegar e sair deles;

- Mantenha seus objetos (celular, carteira, bolsa) à frente de seu corpo;

- Fique atento às pessoas que estejam ao seu redor;

- Compre ingressos para desfiles, camarotes ou eventos somente nos locais oficiais.

ESTRATÉGIA DE DINHEIRO

- Não saía para a folia com objetos de valor, como joias, relógios e celulares. Tenha apenas o documento de identidade, o cartão do plano de saúde, dinheiro para pequenos gastos e muita disposição para brincar;

- Tenha dinheiro separado para pequenas despesas; 

- Cuidado com esbarrões e empurrões aparentemente acidentais;

- Deixe talões de cheques e cartões de crédito em casa, leve apenas o dinheiro trocado que pretende gastar, ou seja nada de exageros;

- Para evitar assaltos em terminais de auto-atendimento, calcule antecipadamente o dinheiro de que necessitará, e saque antes do Carnaval;

- Se gastar mais do que previa e tiver de ir a um terminal de auto-atendimento, não o faça à noite. E utilize locais seguros, como hipermercados.

ESTRATÉGIA DE SAÚDE E SEGURANÇA

– Observe sempre onde há policiamento;

– Elejam, para todos os dias de folia, quem será o “amigo da vez”. O escolhido terá a missão de vigiar os demais e zelar pelo bem-estar da turma;

 - Quem alugar uma casa perto das regiões de desfile, deve contratar um segurança habilitado para ficar no local 24 horas, e garantir a sua proteção. Assim, a única preocupação será se divertir;

- Verificar se há a necessidade de tomar alguma vacina especifica para região ou se há alguma epidemia ou surto na região de destino;

- Use sempre preservativos durante relações sexuais; 

- Utilize roupas leves e confortáveis, especialmente seu calçado; 

- Beba muita água; 

- Nunca namore dentro do carro parado em via pública ou local ermo;

- Evite locais perigosos e de conhecida violência;

- Informe sempre sua família sobre onde e com quem você vai estar.

ESTRATÉGIA DE BEBIDAS

- A melhor opção para quem vai beber é dividir um táxi com amigos. Para um grupo grande, é melhor contratar um veículo tipo lotação. Fica mais barato e o grupo pode acertar a hora em que o motorista buscará seus integrantes;

- Beba de forma consciente. Evite bebidas em excesso; 

- Não dirija após a ingestão de bebidas alcoólicas; 

- Não aceite bebida de pessoas que você não conhece; 

– Não beba nada do copo de desconhecidos e nem descuide de sua bebida;

- Não compre latas de cerveja ou refrigerantes que estejam danificadas, perfuradas, ou com o lacre violado, você não sabe o que podem ter colocado lá dentro;

- Beba somente água mineral e certifique-se de que a garrafa estava realmente lacrada antes de você abri-la.

ESTRATÉGIA DE COMUNICAÇÃO

. - Ande sempre com uma lista de telefones úteis, como os da delegacia mais próxima e de hospitais de plantão. É bom, também, carregar um cartão com um telefone para contato, e o nome de um hospital para onde você seria levado, em caso de acidente;

- Em caso de assalto, procure manter a calma e não reaja, nem faça movimentos bruscos. Fale somente o que for perguntado e sinalize cada movimento a ser realizado: “vou pegar a carteira”, “vou passar o celular”, e assim por diante;

- Se encontrar uma criança perdida chame um policial;

- Caso sofra ou testemunhe algum delito, avise imediatamente a ocorrência utilizando o 190 ou comunicando o fato a policiais que estejam por perto.


Saudações estratégicas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO E SUGESTÕES

ENTRE EM CONTATO E RETIRE SUAS DÚVIDAS!

Cesar Costa
Consultor de Estratégia de Resposta a Riscos Ambientais
Fone de Contato: (71) 99909-7585
Email: costacesar@globo.com


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

QUARTA ETAPA – ANÁLISE DOS SEGMENTOS DEFINIDOS


Esta etapa visa identificar as principais situações de sensibilidade existentes nos segmentos do Plano de Emergência, e avaliar o potencial de vulnerabilidade que pode ser gerado pelos riscos existentes no local estudado. Ela irá mapear as áreas de ocorrência associadas ao recurso natural envolvido, e construir indicadores que permitam integrar esta dimensão dos estudos aos seus demais componentes.

É uma etapa dos estudos onde a incorporação de informações provenientes dos contatos diretos, entrevistas e reuniões com os responsáveis diretamente envolvidos com a situação proposta. Devendo, portanto, ser marcada por mapeamentos de campo, tanto no que diz respeito ao levantamento de informações georeferenciadas das regiões afetadas, quanto pelo resgate de relatos de incidentes similares ou treinamentos anteriores realizados no local.

A partir das informações preliminares sobre a situação dos Plano de Emergências, deverá ser elaborada a minuta de estudo do caso a ser dado à Análise da Simulação dos Eventos decorrentes.

1 Mapeamento

Na etapa será realizado um levantamento das vias de acesso e das características físicas dos locais, avaliando a viabilidade das técnicas possíveis para os segmentos, assim como o mapeamento das entidades de representação relevante para compor a logística do atendimento. Serão cadastrados os movimentos sociais de moradores, pescadores e comunidades vizinhas. Para esta fase inicial deve-se realizar um levantamento de campo, onde serão sido contatadas as principais entidades identificadas, estabelecidos os primeiros contatos e entrevistas com comunidades diretamente envolvidas na região.

Esta atividade se inicia, no retorno do levantamento preliminar de campo, pela análise dos documentos e dados obtidos e pela sistematização das pesquisas e observações realizadas.

A análise que se pretende realizar estará centrada em três eixos:

Mapeamento dos atores existentes (recursos envolvidos):
Abrangência da atuação;
Escopo das ações;
Demandas.

Identificação de “facilidades e obstáculos”:
Principais facilitadores para atendimento de resposta;
Principais obstáculos para atendimento de resposta;
Fatores a serem considerados durante o processo.

Identificação de logística local para atendimento:
Existência de comercio para conseguir recursos.

Alguns dados serão particularmente relevantes para o mapeamento do Plano de Emergência e das demandas geradas na estratégia, tais como a existência de áreas protegidas ou de exploração econômica.
Dentre os documentos que se busca obter com as pesquisas, alguns adquirem particular relevância, não só por seu conteúdo, em termos de caracterização do Plano de Emergência e fonte de dados, são eles os mapas de sensibilidade, vulnerabilidade e as simulações de deriva existentes.

2 Metodologia para coleta de dados

Na prática o procedimento de criação de mapas consiste no desenho/coleta de trajetos (tracklogs) e pontos (waypoints), e na formatação destes dados para que o ArcGIS posteriormente os transforme nas entidades dos mapas.




Os tracklogs serão os responsáveis pelas entidades do mapa em forma de linha (rios, ruas, estradas, ferrovias, etc.). Os tracklogs também formarão as entidades de área (lagos, oceano, áreas metropolitanas). As entidades de área nada mais são que tracklogs fechados em si mesmos (polígonos) preenchidos por uma cor.
Para desenhar uma rua no mapa necessita-se de um tracklog com o formato e posicionamento real desta rua. Já para desenharmos um lago, por exemplo, precisa-se de um tracklog que represente o contorno deste lago.

Já os waypoints, como são pontos, definirão as unidades pontuais do mapa, como cidades, restaurantes, pontos turísticos e tudo que possa ser resumido a um ponto com um nome.

Para efeito de metodologia de coleta de dados, vamos tratar primeiro de como coletar os tracklogs, ou seja, como fazer o levantamento das ruas, etc.

Existem três maneiras básicas de obter estes tracklogs:

a) A primeira delas é conseguir estes tracklogs já prontos, a partir de arquivos que tenham sido criados a partir de levantamentos topográficos;

b) a segunda maneira é pegarmos um aparelho GPS e percorrermos as ruas, por exemplo, registrando o tracklog na memória do aparelho para posteriormente usarmos como dados;

c) e a última consiste em digitalizar mapas precisos de determinada área. Este procedimento consiste em escanear uma carta ou mapa, calibrá-la e traçar os tracklogs a partir das entidades visíveis neste mapa.

2.1 O DATUM (sistema de referência) a ser usado

Para não haver confusão todos dados precisam falar a mesma língua. E a língua em georreferenciamento é o datum.
Datum é uma superfície de referência que se assemelha com a forma da Terra, onde são projetados os acidentes geográficos relevantes do terreno para fins de posicionamento e confecção de mapas e cartas. Neste manual nos resumiremos a definir o datum padrão para o intercâmbio de dados entre os técnicos.

Existem centenas de datum disponíveis no mundo. O datum usado oficialmente no Brasil é o SAD69. Entretanto existem ainda no Brasil cartas como o datum “Córrego Alegre”, “Aratu” e o “Astro Datum-Chuá”.

Os principais programas e GPS são preparados para operar com diversos datum. Entretanto, o padrão para estes sistemas é o WGS84, principalmente no intercâmbio de arquivos, visto que este datum foi convencionado internacionalmente para ser o sistema padrão para esta tecnologia.

Por isso, a Estratégia de Resposta da HDG adotou como datum padrão para o intercâmbio de dados entre os técnicos o WGS84.
Mais adiante será visto como proceder com o datum em cada uma das operações de geração dos mapas.

2.2 Validando dados oriundos de pesquisas

Ao usar dados coletados por terceiros (monografias, relatórios, mapas, documentos, etc.) para alimentação do BDG é preciso validar que estes dados são confiáveis, ou seja, que foram coletados de maneira a garantir uma qualidade razoável.




Para garantir a qualidade é preciso buscar detalhes na página da internet onde foram conseguidos ou consultar o gerador das informações. Critérios de bom senso devem ditar a escolha entre usar os dados ou não.

Os dados não são confiáveis se:

a) o datum dos dados não houver sido informado;

Se o datum não foi informado, não devem ser usados, pois se pode estar alimentando a base com dados altamente imprecisos. Isso é regra básica.

Normalmente as fontes confiáveis informam o datum aos quais os dados se referem.

Arquivos originados de programas georeferenciados carregam o datum dos dados nele contidos.

Uma vez tendo o conhecimento do datum dos dados eles podem ser controlados. Eles não precisam ser obtidos em WGS84, eles podem estar em outro datum, mas podem ser convertidos de um para outro, conforme assim seja preciso.

b) a fonte dos dados não houver sido informada

“Se não souber a fonte da água que bebe como saberá se ela é boa?” Isso também vale para os dados que forem fornecidos.

c) se ao utilizar os dados for verificado que geram imprecisões a ponto de confundir o mapa quando aproveitados
Para testar os dados compare-os com outros confiáveis já conhecidos, como pontos, ruas, etc. Se houver diferenças muito grandes devem ser descartados ou corrigidos, se assim for possível.
Cabe fazer uma ressalva. Dependendo da utilização prevista para este dado ele pode ser muito impreciso ou não. No traçado de uma estrada em um mapa de escala muito pequena, por exemplo, um erro de 20 a 50 metros não causa tantos transtornos para aquele mapa. Já para utilização em um mapa detalhado em escalas maiores, um erro de 50 metros é inaceitável, pois pode confundir e levar a decisões equivocadas na criação da estratégia.

2.3 Coletando dados com o uso do GPS

Para coletar dados com o GPS, precisa-se de três coisas:

a) primeiro conhecer bem o aparelho

Estudar bem o manual do aparelho, aprendendo o significado de seus termos e sabendo como operá-lo de forma eficiente. Para isso a HDG disponibiliza treinamento para seus técnicos e operadores.

b) ter uma metodologia de coleta e classificação

Planejar e controlar as coletas. Será preciso ser sistemático. Planejando como percorrer as entidades da sua área de interesse, como identificar o nome destas entidades e como atestará a validade destes dados posteriormente.

c) levar em conta o erro do GPS

Dependendo da cobertura dos satélites naquele momento e naquela área em que está sendo feito o levantamento o erro pode variar de poucos metros a dezenas de metros. Os GPS mais comuns informam esta precisão por um parâmetro chamado EPE, em metros, que na prática é o raio de um círculo onde o GPS é incapaz de determinar com precisão onde realmente está dentro deste círculo.

Observe o EPE do GPS durante a coleta de dados. Se este EPE ficar muito grande você provavelmente terá que descartar os dados daquele trecho. É preciso desenvolver o senso de como avaliar seus dados de acordo com o EPE e com o objetivo da coleta de dados.


Saudações estratégicas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO E SUGESTÕES

ENTRE EM CONTATO E RETIRE SUAS DÚVIDAS!

Cesar Costa
Consultor de Estratégia de Resposta a Riscos Ambientais
Fone de Contato: (71) 99909-7585
Email: costacesar@globo.com


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

TERCEIRA ETAPA - AVALIAÇÃO AMBIENTAL PARA SEGMENTAÇÃO




Na fase da Avaliação Ambiental para Segmentação, os impactos ambientais resultantes dos Plano de Emergências propostos serão analisados com base em informações concretas. Considerando os critérios decorrentes desta análise, será avaliada a suscetibilidade dos segmentos (subáreas), confrontando sua fragilidade ambiental com a estratégia planejada.



Cada segmento deve incorporar os conceitos de impactos relativos ao Plano de Emergência, verificando inclusive sua espacialização.




Nesta fase também serão definidos os principais parâmetros analíticos que vão compor a formação das estratégias. As atividades descritas serão realizadas, tendo em vista propor a segmentação da área do Plano de Emergência, a partir da integração das informações na Base de Dados Georeferenciada (BDG), da definição de parâmetros de hierarquização e de análise multicritério para a estimativa de estratégia.



1 Definição Preliminar dos Segmentos




O principal objetivo desta atividade é facilitar o desenvolvimento posterior da etapa de criação de estratégia de resposta, permitindo a elaboração de táticas conforme as características de cada segmento. Ela não deve, no entanto, mascarar a análise da estratégia global do Plano de Emergência, objetivo principal de se estabelecer isto no Plano de Atuação.



Aborda-se um conjunto de critérios que, combinados ou não, melhor representem os aspectos de cada segmento do Plano de Emergência. Entre os critérios que deverão nortear a subdivisão dos segmentos do Plano de Emergência, destacam-se os relacionados a seguir.



1.1 Aspectos Relativos à Vulnerabilidade



Os mapas de vulnerabilidade indicam os pontos onde o perigo da contaminação é eminentemente maior.



As áreas com maior possibilidade de ser atingidas devem compor segmentos afins para que sejam criadas estratégias especificas para estes locais.



1.2 Aspectos Relativos à Sensibilidade



Os mapas de sensibilidade (cartas SAO) fornecem a sensibilidade da região afetada e devem ser considerados na definição dos segmentos.



Cada região com sensibilidade similar deve ser considerada na definição dos segmentos para que os estratagemas criados sejam eficazes em todo segmento.



1.3 Aspectos Técnicos Operacionais



As características operacionais devem também ser observadas na definição dos segmentos.



Considerar que cada segmento deve ter sua estratégia operacional especifica, divididas em áreas bem definidas de atuação.



Outro fator relevante é a determinação de distâncias tecnicamente viáveis para montagem de estratégias para cada segmento. Levanto em conta os acessos, viabilidade estratégica e disponibilidade de recursos.



Além do mais, distancias menores nos segmentos viabiliza acionar a estratégia montada para a área, assim que a possibilidade de contaminação se apresente naquela região especifica, sem o risco de haver dimensionamento excedente de material. A cada novo segmento sob risco se aciona sua estratégia indicada.



2 Metodologia para Segmentação




PASSO 1: Gerar os Vértices dos Segmentos



Realizar a marcação dos geocentros, ou pontos centrais da cada segmento correspondente aos quais, para efeitos do estudo, apresentam sensibilidade similar para atuação com os mesmos estratagemas definidos;



PASSO 2: Os Arcos do Segmento e a Matriz de Distâncias



Determinar as distâncias entre os geocentros determinados no passo anterior e formar a matriz de distâncias entre as diferentes sensibilidades encontradas;



PASSO 3: Avaliação do Ponto Zero



No caso de um estudo da análise do local onde teve inicio o vazamento, há que identificar qual o impacto provocado em primeira instância na sua origem e suas implicações no segmento ao qual está posicionado, prevendo ações de contenção do ponto zero, respeitando as características do seu segmento e seu respectivo geocentro, e seguir ao Passo 5;



PASSO 4: Modelagem Evolutiva do Incidente



Na fase de evolução do incidente, a modelagem proposta deve ser aplicado no mapa de vulnerabilidade, usando-se métodos exatos ou heurísticos, de modo a obter uma divisão de segmentos de sensibilidade uniforme com seus respectivos geocentros, medindo os impactos conforme a sua similaridade. Caso não haja um mapa de vulnerabilidade disponível, viabiliza-se uma estimativa de comportamento conforme informes conhecidos da região para modelagem da evolução;



PASSO 5: Interpretação e Estimativa das Estratégias



A partir do impacto previsto no incidente proposto pelo Plano de Emergência em estudo, seja a projeção inicial (Passo 3), sejam as projeções subsequentes (Passo 4), determinam-se as respectivas estratégias de atuação, de acordo com a possibilidade ambiental. Para cada aspecto do segmento criam-se as táticas específicas que irão compor o estratagema do segmento escolhido. A demanda resultante deve ser comparada com a capacidade logística de atendimento;



PASSO 6: A Validação dos Dados



A formalização das estratégias sugeridas pelo estudo passa antes pela validação dos dados usados e pelas conclusões alcançadas. Em particular, as regiões com maiores discrepâncias devem ser visitadas e as anormalidades investigadas no levantamento de campo.

Saudações estratégicas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO E SUGESTÕES

ENTRE EM CONTATO E RETIRE SUAS DÚVIDAS!

Cesar Costa
Consultor de Estratégia de Resposta a Riscos Ambientais
Fone de Contato: (71) 99909-7585Email: costacesar@globo.com


segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

SEGUNDA ETAPA – CARACTERIZAÇÃO SÓCIOAMBIENTAL

A Fase de Caracterização tem seu foco na necessidade de elaborar uma estratégia de atuação para o Plano de Emergência em estudo, tentando identificar as áreas social e ambientalmente mais sensíveis às intervenções de combate, e já tentando antever os principais impactos associados ao risco. 



Para atingir os objetivos a Caracterização segue as seguintes diretrizes:

a) Identificar os aspectos sociais, ambientais e econômicos relevantes ao local do Plano de Emergência;
b) Selecionar indicadores adequados para cada tema a ser avaliado, visando uma caracterização socioambiental geral e abrangente da área de estudo; 
c) Obter as informações necessárias, incluindo consultas a bases de dados, estudos ambientais, avaliação da literatura científica, levantamentos de campo, relatórios de treinamentos e simulados;
d) Sistematizar espacialmente as informações obtidas em mapeamentos temáticos, na Base de Dados Georeferenciada, permitindo seu uso nas etapas posteriores através de sobreposição de mapas e análises multicritério, permitindo que as informações mapeadas sejam utilizadas na análise da viabilidade das técnicas que irão compor a estratégia; 
e) Analisar o comportamento espacial das informações, resultando na identificação de segmentos espaciais de estudo, principalmente para regiões muito extensas e complexas, quando sua utilização facilitar a identificação temática ou a integração de temas, e por consequência a percepção de fragilidades ou sensibilidades;
f) Descrever o contexto socioambiental do Plano de Emergência de um ponto de vista macrorregional, inclusive com a identificação inicial dos principais conflitos encontrados, e dos indicadores e variáveis que irão definir a sensibilidade ambiental.

A caracterização ambiental deverá propiciar a identificação dos temas mais relevantes para a avaliação de impactos ambientais e para o estudo de Plano de Emergências prospectivos. Devendo-se levar em conta não apenas os aspectos socioambientais relativos à área estudada, mas, sempre que pertinente, seus reflexos em processos macrorregionais com que os empreendimentos estudados se relacionam mais significativamente.

Da mesma forma, os conflitos identificados nessa etapa estarão principalmente voltados para a escala regional, mas também podem se referir as escalas locais ou macrorregionais, na medida em que sejam importantes para a tomada de decisão, tendo em vista os interesses estratégicos.

Nessa etapa pretende-se, portanto, obter:

a) A identificação das questões socioambientais relevantes (processos socioambientais existentes);
b) A identificação das tendências evolutivas das questões socioambientais relevantes e sua abrangência espacial;
c) A identificação dos agentes sociais envolvidos em cada uma das questões socioambientais e conflitos relevantes; 
d) A identificação das unidades espaciais de análise;
e) A identificação dos principais processos impactantes do Plano de Emergência.

Definição dos Estudos Temáticos




Esta atividade parte de uma avaliação prévia dos impactos ambientais do Plano de Emergência em estudo, identificando os aspectos socioambientais que tem influência e em que grau de profundidade, para que o conhecimento possa auxiliar na elaboração de uma estratégia de resposta. Ela deve levar ao conhecimento dos impactos ambientais que podem, teoricamente, apresentar obstáculos no rumo ao objetivo esperado, seja ele de contenção, recolhimento, proteção ou mesmo limpeza da área. Deve estabelecer uma rede simples de efeitos que se acumulam entre as técnicas a serem adotadas e as características do meio onde serão praticadas.

Esta atividade, que é uma sequência da primeira fase, ao elaborar uma matriz preliminar de impactos ambientais de local do Plano de Emergência em estudo, gerando uma primeira listagem dos temas indispensáveis, sendo realizada através de pesquisas realizadas pela equipe técnica, buscando aprofundar a pertinência dos temas pré-selecionados. Definindo o escopo de cada estudo temático e determinando a viabilidade de obtenção de informações, podendo gerar as devidas reformulações. Deverá ser dada especial atenção à adequação das informações a serem levantadas às necessidades do Modelo de Simulação de Plano de Emergências e a Base de Dados Georeferenciada.

De forma preliminar, foi estabelecido o escopo mínimo para cada área temática, conforme apresentado a seguir. 

Estudo da Localização

Estudos de localização dos Plano de Emergências exigem o conhecimento da distribuição geográfica da região. Essa distribuição é tipicamente anárquica, pois dependem de padrões ambientais, urbanísticos e condicionantes econômicos, culturais, políticos e topográficos reinantes em cada região. Para facilitar estudos analíticos, a simplificação mais frequente consiste em descriminar a região de acordo com os graus de sensibilidade, que são pequenas unidades geográficas definidas pelas cartas SAO. Nas áreas de influência, cada setor consiste em trechos com sensibilidade semelhante, de modo que os técnicos consigam identificá-las e coletar as informações. Para cada segmento, dados sociais e ambientais são pesquisados, incluindo as forças de influência para a estratégia, padrões de comportamento sazonais e diversos outros indicadores. 

Elemento básico da análise é a área de influência de cada Plano de Emergência. Essas áreas podem ser determinadas por diversos métodos, como os círculos concêntricos, que seriam os mais intuitivos, o diagrama de Voronoi, o método da bolha, que corresponderia aos círculos concêntricos, mas sem interseções, a p-mediana e assim por diante. 

A experiência tem mostrado que estudos sobre localização dos Plano de Emergências devem ser decompostos em duas fases, a saber:

1) Avaliação da localização do Plano de Emergência; e
2) Análise da localização evolutiva (deriva) da mancha.
A primeira fase, avaliação da localização atual consiste basicamente em tomar os Plano de Emergências e identificar suas respectivas áreas, ou seja, as áreas em que, pelo critério regional, eles estão situados. Com isso, é conhecida a presente característica de cada Plano de Emergência, pode-se comparar a demanda logística para atendimento com a capacidade necessária. 

Quanto à segunda parte do estudo, a localização evolutiva da mancha, ela é obtida pela análise das forças de influência do local, somada ao comportamento do produto vazado. Entretanto, a experiência sugere que, além do material acadêmico que possa ser adquirido a respeito das forças de influência do local do Plano de Emergência em estudo, a análise da evolução leve em conta informações dos profissionais que atuam ou tem alguma experiência de atuação no local do Plano de Emergência. Naturalmente, o estudo permite diagnosticar se o comportamento esperado da mancha corresponde à estratégia prevista para atuação.

Cabe ressaltar que, para efeitos estratégicos, a proposta de evolução da mancha inclui procedimentos para conciliá-la com a estratégia de primeira resposta existente, não ignorando seus efeitos em cadeia, com os danos a serem causados em sua evolução. Esse procedimento de análise passa da seguinte forma: a localização evolutiva produz algumas zonas de abrangência, ou segmentos para atendimento. Alguns desses segmentos podem já conter um ou mais estratagemas previstos com atividades conhecidas, sugerindo que a atividade conjunta seja entendida como a estratégia daquele segmento. A partir daí o mesmo estratagema pode ser usado para atender as áreas com igual grau de sensibilidade em segmentos diferenciados.

Com as considerações acima, a metodologia desenvolvida, incluindo a fase de avaliação do Plano de Emergência e de segmentação, é constituída por seis passos. Esses estão descritos abaixo e, logo após, sucedidos por comentários decorrentes de seu uso prático.

Estudos da Caracterização da Área Contaminada

Como pode ser observado, após o mapeamento da localização do ponto zero, a caracterização da área é a primeira etapa na estratégia de seleção da alternativa mais adequada para a resposta na área suspeita de contaminação. Os resultados dessa etapa serão utilizados na decisão para a seleção da estratégia do segmento e dependem da obtenção e avaliação de dados representativos da área suspeita de contaminação. Com esses dados será possível avaliar o potencial de contaminação da área.

A caracterização da área está relacionada com o conhecimento da área, propriedades dos corpos hídricos de interesse e dados do vazamento, ou seja, tipo de produto, concentração e sua distribuição na área impactada. Além disso, as condições da superfície do solo na área impactada e em seu entorno também devem ser consideradas.

Estudos dos Produtos Vazados

O estudo das características do vazamento pode ser descrito pelas variáveis: produto, volume, área impactada e estado físico do material.

Os produtos típicos da indústria do petróleo (atividades de exploração e produção, refino, transporte e distribuição do petróleo) são: óleo marítimo, diesel, gasolina, borra oleosa, querosene de aviação (QAV), óleo combustível, além do petróleo cru.

Estudos Climáticos

Os dados que podem ser pesquisados com relação ao Plano de Emergência são: classificação climática, pluviosidade (precipitação média mensal, média anual, variação pluviométrica, meses com mais chuvas e mais secos, além do período de chuvas intensas), temperatura (média mensal, anual, variação térmica, meses mais quentes e mais frios), evapotranspiração (potencial e real, média mensal e anual) e balanço hídrico.

Os estudos climáticos são realizados com base em informações secundárias que podem ser encontradas na internet, utilizando as seguintes fontes: CPTEC, ANEEL, ANA, DNM/INMET, CRA, SIMCE, EMBRAPA, etc.

Estudo dos Recursos Hídricos Superficiais




Este estudo deve ser realizado em razão do Plano de Emergência, observando duas possibilidades distintas:

Perigo iminente de contaminação do curso d’água

Em todos os Plano de Emergências em que o vazamento não ocorre diretamente no corpo hídrico, a proteção dos cursos d’água existentes nas proximidades passa a ser uma das prioridades.

A existência de um sistema de contenção (drenagem) ou dique na área impedindo que o produto vazado na superfície da área chegue ao curso d’água (água superficial). Esse tipo de situação representa um menor potencial de contaminação da água superficial, característico de uma situação com impermeabilização ou contenção completa (existência de uma drenagem ou dique projetado, por exemplo). A existência de barreiras naturais (árvores, drenos naturais, por exemplo) representa uma impermeabilização ou contenção parcial e, em não existindo as situações anteriores, a área é caracterizada como pouca ou nenhuma impermeabilização nem contenção.

A distância ao curso d’água representa a probabilidade de que o produto vazado possa entrar em contato com o corpo hídrico mais próximo. Assim, quanto menor a distância entre o ponto onde ocorreu o vazamento e o corpo hídrico, maior o potencial de contaminação da água superficial.

A topografia da área e a localização do produto vazado no solo influenciam na contaminação da água superficial. A declividade mais acentuada do terreno e a localização do vazamento no solo (acima, abaixo ou na superfície do terreno) determinam o potencial de contaminação da água superficial. Quanto mais alta a declividade e o vazamento acima do nível do solo, maior o potencial de contaminação da água superficial (para uma mesma precipitação e escoamento superficial, quanto maior a declividade, menor será a percolação). Enquanto que uma declividade suave e o vazamento no nível do solo representam uma situação de menor potencial de contaminação da água superficial.

O potencial de escoamento superficial depende, diretamente, da precipitação pluviométrica e da permeabilidade da camada superficial do solo. Para alta precipitação e alta permeabilidade da superfície do solo, maior o potencial de contaminação da água superficial devido ao maior potencial de escoamento superficial dessa situação.

Contaminação direta do curso d’água

Nas situações previstas onde o vazamento ocorre diretamente no corpo hídrico, as maiores prioridades passam a ser retenção na origem do vazamento, proteção das áreas sensíveis mais próximas e contenção e recolhimento do produto já vazado.

Outra prioridade é a verificação dos riscos apresentados no local onde se apresenta o Plano de Emergência, ou seja, observação das limitações existentes para as embarcações atuarem e para os equipamentos serem utilizados.

As emissões no ar podem ser percebidas no entorno da área contaminada devido à volatilização dos compostos de menor peso molecular dos hidrocarbonetos. Se essas emissões estão sendo percebidas pela comunidade vizinha, ou seja, fora da área onde ocorreu o vazamento, maior será o potencial de contaminação.

Também não deve ser menosprezada a variável acesso ao local, o maior potencial de atendimento está diretamente relacionado à maior facilidade com que se pode ter contato com o vazamento, ou seja, em situação onde o mesmo esteja poluindo e a origem sem restrição de acesso.

Estudo dos Bens a Proteger

Em todo Plano de Emergência os locais a serem protegidos devem ser considerados, conforme a sensibilidade e a finalidade econômica.

Ver a existência de APA, zonas sensíveis e áreas de proteção são requisitos importantes para o êxito nas pesquisas para influenciarem na montagem das estratégias.

Os pontos de captação de água, de turismo ou mesmo de utilização econômica diversa podem criar a necessidade de se prever contato com os órgãos responsáveis para viabilizar ações em tais Plano de Emergências.

A atenção especial dedicada a estes locais vão garantir efetividade nos resultados esperados na estratégia a ser proposta. 

Estudo de Logística para Atuação

Os principais pontos logísticos, para apoiar ao atendimento nas estratégias, também devem ser observados.

Nas pesquisas podem ser analisadas listas telefônicas e a base de dados pré-existentes. De preferência sempre deve ser verificada a veracidade dos dados levantados neste processo.

O mapeamento de campo deve prever realização de levantamento logístico sempre que a base existente não for satisfatória, suficiente ou confiável.

Montagem da Base de Dados Georeferenciada 


A Base de Dados Georeferenciada (BDG) deve ser criada em um sistema e deve ser integrada em um geodatabase criado para este fim. Deve ser elaborada uma base cartográfica para posterior integração dos diversos temas de estudo. A base cartográfica para elaboração dos mapas do Plano de Emergência abrangerá rios, áreas sensíveis, estradas, dutos, povoados e núcleos urbanos, e deverá ser a mais atualizada possível.

A BDG integrará informações georeferenciadas, dados quantitativos diretamente associados a elementos de mapas e dados qualitativos associados através da definição de atributos.

A operação da BDG terá uma função de integração de todas as informações geradas ao longo do desenvolvimento dos estudos, tanto no que se refere às informações dos temas ambientais, que possuem uma representação direta na base cartográfica, quanto às informações espacializadas a partir de indicadores, que serão representadas em cartogramas. A espacialização de informações permite a representação gráfica e melhor organização dos dados, facilitando a consulta e a análise das informações.

A partir dos elementos que serão integrados a BDG na caracterização, serão definidos os indicadores que irão compor a base de dados para a análise multicritério. Esta terá metodologia especialmente adaptada ao ambiente de geoprocessamento, sendo conduzida de maneira metodologicamente clara e repetível. O processo de análise por geoprocessamento divide-se em cinco etapas básicas:

Definição dos objetivos das análises, efetuada pela equipe de técnicos envolvidos na caracterização ambiental dos temas sugeridos;

Preparo dos dados armazenados na base cartográfica digital para o processo de análise, convertendo-os em escalas padronizadas e ordenadas de acordo com cada objetivo;
Identificação dos objetos mapeados e atribuição dos níveis de sensibilidade, diretamente associados aos temas mapeados;

Processamento dos dados através de combinação linear e geração de mapas indicativos de adequação, sensibilidade e vulnerabilidade de aspectos ambientais do Plano de Emergência, de acordo com os diferentes objetivos propostos;

A operação da BDG terá uma função de integração de todas as informações geradas ao longo do desenvolvimento dos estudos, tanto no que se refere às informações dos temas ambientais, que possuem uma representação direta na base cartográfica, quanto às informações espacializadas a partir de indicadores, que serão representadas em cartogramas. A espacialização de informações permite a representação gráfica e melhor organização dos dados, facilitando a consulta e a análise das informações.

A partir dos elementos que serão integrados a BDG na caracterização, serão definidos os indicadores que comporão a base de dados para a análise multicritério. Esta terá metodologia especialmente adaptada ao ambiente de geoprocessamento, sendo conduzida de maneira metodologicamente clara e repetível. O processo de análise por geoprocessamento divide-se em cinco etapas básicas:

1. Definição dos objetivos das análises, efetuada pela equipe de técnicos envolvidos na caracterização ambiental dos temas sugeridos;
2. Preparo dos dados armazenados na base cartográfica digital para o processo de análise, convertendo-os em escalas padronizadas e ordenadas de acordo com cada objetivo;
3. Identificação dos objetos mapeados e atribuição dos níveis de sensibilidade, diretamente associados aos temas mapeados;
4. Processamento dos dados através de combinação linear e geração de mapas indicativos de adequação, sensibilidade e vulnerabilidade de aspectos ambientais, de acordo com os diferentes objetivos propostos;
5. Integração dos mapas indicativos com restrições ambientais, legais, geopolíticas ou econômicas, assim como com diretrizes operacionais para a contenção, proteção, recolhimento e limpeza. 

Esta última etapa mais carregada de subjetividade pela própria natureza das restrições e diretrizes é, também, parcialmente realizada a partir de uma derivação da combinação linear e modelada em mapas temáticos digitais.

Na próxima segunda-feira detalharemos a terceira etapa. 

Saudações estratégicas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO E SUGESTÕES

ENTRE EM CONTATO E RETIRE SUAS DÚVIDAS!

Cesar Costa
Consultor de Estratégia de Resposta a Riscos Ambientais
Fone de Contato: (71) 99909-7585
Email: costacesar@globo.com

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

MAPEAMENTO PARA CRIAÇÃO DO PLANO DE EMERGÊNCIA


Dando continuidade ao post da semana passada, PRIMEIRA ETAPA - PLANEJAMENTO E ESTRUTURAÇÃO DO TRABALHO, estamos finalizando este tema com esta publicação.




1 Coleta

A coleta alimenta a base de dados para confecção dos mapas temáticos e subsidia as estratégias com observação de táticas adequadas e que reflitam especificamente ao Plano de Emergência em estudo.

A coleta de dados pode ser realizada de duas formas:

Indireta: Levantamento através de documentos, fotografias, mapas existentes e dados de pesquisas.

Direta: Levantamento no local do Plano de Emergência a ser avaliado, utilizando GPS, formulários de campo e observação dos técnicos.

No primeiro instante é realizado um reconhecimento preliminar da área, com os seguintes objetivos: caracterização ambiental e confecção das composições, além do reconhecimento das principais feições geodinâmicas. O mapeamento indireto fornecerá os subsídios para fisiografia das regiões do Plano de Emergência em estudo e o mapeamento direto finalizará qualquer dúvida restante.

1.1 Processamento

Consiste no processamento dos dados coletados, através de cálculos ou outra forma qualquer de manipulação, de maneira a produzir as informações que alimentam o plano.

A análise estará voltada para a avaliação da possível magnitude, importância e intensidade dos impactos, definindo-se, a partir desses componentes, a significância dos danos ambientais relacionados a cada situação existente, buscando-se avaliar a evolução destes impactos desde o momento inicial do Plano de Emergência até o momento final. Também será registrada a dificuldade de atuação (não-atuação ou atuação limitada) devido a obstáculos ou situações limitantes.

2 Levantamento

Entende-se como levantamento o registro dos dados relevantes para atendimento às estratégias para o Plano de Emergência em estudo. No levantamento é que são verificadas as características do caminho até os pontos notáveis.

Em alguns Planos de Emergência, os caminhos mapeados são também referidos como ‘itinerários’ ou, ainda, como ‘roteiros’ e são identificadas nos formatos de “Mapa de Trajeto”, “Rotogramas” ou mesmo nos mapas temáticos georeferenciados.

O levantamento de uma ‘rota’ considera os seguintes itens:
- as localidades compreendidas (definição do caminho);
- os horários de maior movimentação na utilização;
- os ‘trajetos alternativos’ possíveis de ser percorridos, por horário e por tipo de veículos;
- os respectivos ‘veículos’ que podem fazer cada um dos trajetos;
- os ‘pontos de acesso ao Plano de Emergência’ para montar formações, carregar equipamentos, etc.;
- as equipes, equipamentos e outras situações de transporte;
- os segmentos do Plano de Emergência atendidos;
- o estado da pavimentação das vias que compõe a rota.

Numa mesma rota podem circular vários veículos ao mesmo tempo, alternadamente, realizando diferentes trajetos e atendendo diversos pontos de acesso.

2.1 Composição Estrutural

Em termos estruturais (conjunto de elementos), um levantamento é configurado por um trajeto principal (“tronco”), por “galhos/ramificações”, “trechos” e “complementos do tronco”.

Tronco principal: é o caminho principal percorrido por uma rota. É a partir do qual geralmente os equipamentos são transportados. Pode conter ‘galhos’ou ‘ramificações’ e/ou ‘complementações’, considerados como atalho para veículos mais preparados ou mesmo para acessar a pontos estratégicos do Plano de Emergência.

Ramal/Galho/ramificação: é o trecho da rota utilizado pelos veículos para levar ou buscar equipamentos a partir de um tronco. Em geral, o galho/ramificação é caracterizado por um desvio de percurso que sai e retorna ao mesmo ponto de um tronco/rota. Mas pode haver exceções e a saída e retorno de um galho/ramificação ser realizada em pontos diferentes de um tronco.

Complemento de tronco: é uma variação do tronco principal utilizada em horários específicos ou por veículos diferentes daquele que foi objeto de levantamento. É a diferença de trajeto ocorrida em uma mesma rota.

Trecho do Tempos de Atendimento: é a parte do percurso da rota compreendida entre a Equipe de Atendimento e o local onde o KIT1 deve chegar para o primeiro combate. Em algumas rotas, o Trecho do Tempos de Atendimento chega a ser maior que o limite de raio para levar os equipamentos ao ponto inicial, estas situações exigem cuidados específicos no atendimento.

Por ocasião do atendimento ao Plano de Emergência, pode ocorrer que o ‘Trecho do Tempo de Atendimento’ esteja considerado no próprio ‘tronco’ do levantamento.

2.2 Tempos para Mobilização dos Recursos

Os tempos para mobilização dos recursos no Plano de Emergência devem levar em consideração a cronologia estimada dos eventos da contingência.

Os Planos de Emergência devem prever mobilizar rapidamente os recursos humanos e materiais, objetivando reunir esses recursos para o atendimento em tempo hábil para reduzir ao máximo possível os riscos da emergência.

Todo processo de exploração da área do plano em estudo deve ter como premissa básica a sua factibilidade, fundamentada na existência de meios reais ou passíveis de mobilização, dentro das condições de tempo e espaço avaliadas e levantadas no planejamento.

O tempo para mobilização de recursos deve ser o necessário e suficiente para apoiar o pronto emprego das equipes para enfrentar as situações iniciais previstas no plano. Após a avaliação inicial da emergência, a configuração da mobilização poderá ser complementada para garantir o apoio a operações que envolvam uma maior duração e/ou envergadura.

2.3 Elementos de Pontos

2.3.1 Pontos Notáveis

É cada um dos lugares que servem de referência, aqueles onde existam objetos a serem identificados, ex.: pontes, cancelas, porteiras, dutos, ponto zero, etc.

Um mapeamento pode conter, necessariamente, os seguintes tipos de pontos notáveis:

Ponto do Tempo de Atendimento Inicial: é o ponto destino, aonde o primeiro veículo (qualquer que seja sua natureza – terrestre ou hidroviário) deve chegar para avaliação da emergência e tomada das primeiras ações de resposta.

Ponto Zero: é o ponto origem da emergência. É o ponto onde o vazamento tem início.

Ponto Origem: local onde a equipe de atendimento está situada.

Pontos de Apoio Operacional: pontos onde podem ser colocadas formações de apoio a emergência.

Pontos de Apoio Logístico: pontos onde podem ser realizadas as tarefas de apoio logístico ao Plano de Emergência.

Pontos de Referência: pontos de interesse para localização por servirem de referência. 

Pontos de Acessos: pontos que possam conduzir aos locais definidos como estratégicos para o Plano de Emergência em estudo.

Pontos de Atenção: é todo e qualquer ponto capaz de chamar a atenção no caminho.

Pontos de Parada: é todo e qualquer ponto de um trajeto no qual seja feito algum tipo de parada, seja sinaleira, barreira eletrônica, pedágio, fiscalização da polícia.

Obstáculos: é todo e qualquer ponto que possa atrasar ou em algumas situações interromper o trajeto.

2.3.2 Objetos Notáveis

No mapeamento podem ocorrer alguns objetos notáveis de interesse para levantamento, tais como:

Ponte: Obra construída em aço, madeira, cimento armado etc. para estabelecer comunicação ao mesmo nível entre dois pontos separados por um curso de água ou qualquer depressão do terreno.

Viaduto: Via ou espécie de ponte apoiada em grandes arcos, geralmente de concreto ou aço, construída para transpor vales ou outras grandes depressões de terreno, ou para sobrepor-se a uma outra via (rodovia ou ferrovia).

Mata-burro: fosso construído à entrada de uma propriedade, geralmente dotado de um pontilhão de traves, dispostas paralelamente e espaçadas, que visa impedir a passagem de animais, sobretudo de equinos e gado bovino.

Colchete: porteira rústica feita com arame farpado esticado por mourões leves, fechada por um pau roliço cujas extremidades são enfiadas em argolas de arame.

Porteira: largo portão, não muito alto, que fecha a entrada de fazenda, sítio etc.; cancela. Podem ser de variados tipos de materiais. Não confundir com colchetes.

Local de descarga dos equipamentos: todo e qualquer local para descarga do tipo de veículo (pick-up, caminhão munck, barco, lancha etc.) que esteja sendo utilizado no Plano de Emergência para os serviços de transporte de equipamentos.

Semáforo: também conhecido popularmente como sinal, sinaleira e farol - é um instrumento utilizado para controlar o tráfego de veículos e de pedestre nas cidades. É composto geralmente por três círculos de luzes coloridas. 

Redutor Eletrônico: os famosos pardais, onde é obrigatória a redução de velocidade na passagem pelo mesmo.

Área de escape: é o espaço de circulação existente à margem da pista de rodagem dos veículos (estrada, caminho) que serve para que os motoristas possam parar ou estacionar sem causar problemas para o trânsito dos demais veículos. Nas áreas rurais estas áreas de escape podem ser determinadas por “entradas” na margem das estradas nas quais os veículos estacionam ou param liberando a passagem para outros veículos que porventura trafeguem pela mesma via.

2.4 Elementos de Linha

2.4.1 Itinerário

É cada caminho viário a ser percorrido para atender à logística de uma estratégia, podendo conter diversos desvios do tronco principal, observando os pontos de passagem para aproveitar ao máximo o veículo.

- Numa mesma viagem são possíveis vários itinerários diferentes.

- Para cada veículo há pelo menos um respectivo itinerário, conforme os objetivos estratégicos traçados.

- Ao longo do dia, um mesmo veículo pode atender a vários itinerários;

- Os itinerários podem diferir na ida e na volta.

- Os veículos podem trafegar por itinerários sobrepostos, em parte ou no todo.

- Em termos de estratégia, as diferenças entre itinerários dão origem a trechos complementares que serão levantados de modo específico.

2.4.2 Viagem

É a soma de todos os itinerários, de ida ou de volta. É cada um dos percursos de ida ou volta a ser realizados pelos veículos, desde a Equipe de Atendimento (geralmente do pátio de estoque de materiais ou local onde os equipamentos estejam alocados) até ao local de destino (geralmente o ponto zero ou algum dos pontos de apoio). As viagens também podem ser feitas com início diretamente dos fornecedores do material a ser transportado.

No levantamento para realização do mapeamento, prevê-se que a malha viária esteja coberta em seu tronco principal e inclusive sejam observadas as respectivas complementações (‘trecho do Tempos de Atendimento’, ‘galhos/ramificações’ e ‘complementos de tronco’).

2.4.3 Trajetos

Em cada programação de transporte, os trajetos comportam duas viagens (uma de ida e outra de volta). É cada um dos percursos a serem realizados pelos veículos para atendimento ao Plano de Emergência, em pontos estratégicos do atendimento. Um mesmo trajeto pode ser percorrido por várias equipes, com os mais diversos objetivos. 

2.4.4 Malha Viária

É o conjunto de trajetos (ruas, estradas e caminhos) pelos quais os veículos podem trafegar. Ele abrange todos os trajetos realizados pelos diferentes veículos dentro de suas características e limitações. Em termos estratégicos, o mapeamento visa principalmente o levantamento da malha viária para atender à logística da estratégia.

A malha viária é a soma de: ‘tronco principal’, ‘complementos’, ‘galhos/ramificações’ e, se for o caso o ‘trecho do Tempos de Atendimento’.

3 Produtos do Mapeamento

3.1 Caderneta de Campo

É o caderno de anotações entregue aos técnicos da equipe, destinado às anotações dos fatos e eventos não normais ocorridos em campo. Entende-se por fato/evento não normal àqueles que porventura criem algum tipo de dificuldade para o bom andamento dos trabalhos e/ou para o registro dos dados a serem coletados.

Por exemplo, serão registrados fatos tais como:

- comentários feitos pelos técnicos, observação dos equipamentos sobre procedimentos inadequados verificados no mapeamento;

- etc.

Os registros serão datados, ou seja, cada anotação corresponde a uma respectiva data.

A caderneta de campo será devolvida a Equipe de Consolidação do Plano de Emergência ao final do processo, com as respectivas anotações de campo.

No caso de o levantamento dar continuidade com outro técnico, a caderneta de campo será transferida junto com os demais materiais.

3.2 Rotograma

No Rotograma a leitura sempre é feita da parte inferior para a superior, alusiva ao defronte do motorista para o percurso. Para evitar que os problemas de algumas rodovias acabem em acidente, no levantamento de campo elabora-se o rotograma da rota tronco e das rotas alternativas cujo trajeto possa ser intensamente utilizado. Nesses casos, podem ser evitadas as estradas cujos problemas possam intervir no tempo de atendimento. Também podem ser excluídas da rota as vias ou áreas densamente povoadas ou de proteção. O rotograma ou roteiro linear inclui, ainda, o resumo das informações sobre a rota escolhida, como distância, tempo de viagem, velocidade média, quantidade de pedágios e descritivos das rodovias, como extensão dos trechos e tipo de pavimento. Outras informações importantes ao longo da rota também são classificadas, como as cidades mais próximas ao longo das rodovias – a prioridade é para cidades maiores –, além de dados sobre serviços e paradas ao longo da estrada, balanças, postos fiscais, polícia rodoviária e divisas estaduais. Tudo isso para que o veículo possa chegar ao destino da forma mais segura possível.

3.3 Mapa do Trajeto

O mapa do trajeto em setores não segue a escala real para apresentação, sendo sempre um diagrama esquemático de pontos importantes do percurso nas vias de acesso ao objetivo. Do percurso total, dividi-se em setores de importância para melhor representação e entendimento. Ao completar o trajeto de um setor, procede-se para o próximo setor até atingir o objetivo final. É popularmente conhecido também como “Mapa de Churrasco”.

3.4 Dados Georeferenciados

Na prática, o levantamento de campo consiste no desenho/coleta de pontos (waypoints) e linhas (tracklogs) no local do Plano de Emergência em estudo. Na formatação destes dados que a Equipe de Consolidação do Plano de Emergência cria a Base de Dados Georeferenciada para realizar as análises espaciais e confeccionar os mapas que irão compor a estratégia de resposta do Plano de Emergência crítico em estudo.

Trabalhos que envolvem o estabelecimento de estratégias de atuação em um local de interesse requerem um bom diagnóstico da área, o qual deve abranger a caracterização da região, bem como as inter-relações entre diversos fatores, possibilitando a compreensão de sua dinâmica. É grande a quantidade de informações necessárias para se chegar a uma estratégia realmente eficaz, bem como é difícil sua manipulação se não se dispuser de um sistema organizado e, preferencialmente, informatizado, que auxilie nessa tarefa. 

Os esforços no sentido de espacializar os dados são de fundamental importância a trabalhos aplicados e multidisciplinares, permitindo cruzar e integrar informações, e criar panoramas de situações reais ou de situações previstas, portanto, favorecendo o desenvolvimento de estratégias de resposta.

Na próxima segunda-feira falaremos da segunda etapa. 

Saudações estratégicas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO E SUGESTÕES

ENTRE EM CONTATO E RETIRE SUAS DÚVIDAS!

Cesar Costa
Consultor de Estratégia de Resposta a Riscos Ambientais
Fone de Contato: (71) 99909-7585
Email: costacesar@globo.com