Primeira Fase (Parte 2) – Mapeamento e Levantamento de Campo


Dando continuidade ao post anterior, referente à PRIMEIRA FASE - PLANEJAMENTO E ESTRUTURAÇÃO DO TRABALHO, estamos finalizando este tema com esta publicação focada em Mapeamento.



1. Coleta

A coleta alimenta a base de dados para confecção dos mapas temáticos e subsidia as estratégias com observação de táticas adequadas e que reflitam especificamente ao Plano de Emergência em estudo.

A coleta de dados pode ser realizada de duas formas:

     Indireta: Levantamento através de documentos, fotografias, mapas existentes e dados de pesquisas.

     Direta: Levantamento no local do Plano de Emergência a ser avaliado, utilizando GPS, formulários de campo e observação dos técnicos.

No primeiro instante é realizado um reconhecimento preliminar da área, com os seguintes objetivos: caracterização ambiental e confecção das composições, além do reconhecimento das principais feições geodinâmicas. O mapeamento indireto fornecerá os subsídios para fisiografia das regiões do Plano de Emergência em estudo e o mapeamento direto finalizará qualquer dúvida restante.

1.1 Processamento

Consiste no processamento dos dados coletados, através de cálculos ou outra forma qualquer de manipulação, de maneira a produzir as informações que alimentam o plano. A análise estará voltada para a avaliação da possível magnitude, importância e intensidade dos impactos, definindo-se, a partir desses componentes, a significância dos danos ambientais relacionados a cada situação existente, buscando-se avaliar a evolução destes impactos desde o momento inicial do Plano de Emergência até o momento final. Também será registrada a dificuldade de atuação (não-atuação ou atuação limitada) devido a obstáculos ou situações limitantes.

2. Levantamento

Entende-se como levantamento o registro dos dados relevantes para atendimento às estratégias para o Plano de Emergência em estudo. No levantamento é que são verificadas as características do caminho até os pontos notáveis. Em alguns Planos de Emergência, os caminhos mapeados são também referidos como 'itinerários' ou 'roteiros' e são identificados nos formatos de "Mapa de Trajeto", "Rotogramas" ou nos mapas temáticos georeferenciados.

2.1 Composição Estrutural

Em termos estruturais, um levantamento é configurado por:

     Tronco principal: caminho principal percorrido por uma rota. É a partir do qual geralmente os equipamentos são transportados.

     Ramal/Galho/ramificação: trecho da rota utilizado pelos veículos para levar ou buscar equipamentos a partir de um tronco.

     Complemento de tronco: variação do tronco principal utilizada em horários específicos ou por veículos diferentes.

     Trecho do Tempos de Atendimento: parte do percurso da rota compreendida entre a Equipe de Atendimento e o local onde o KIT1 deve chegar para o primeiro combate.

2.2 Tempos para Mobilização dos Recursos

Os tempos para mobilização dos recursos no Plano de Emergência devem levar em consideração a cronologia estimada dos eventos da contingência. Os Planos de Emergência devem prever mobilizar rapidamente os recursos humanos e materiais. Todo processo de exploração da área do plano em estudo deve ter como premissa básica a sua factibilidade, fundamentada na existência de meios reais ou passíveis de mobilização.

2.3 Elementos de Pontos

Pontos Notáveis: Ponto do Tempo de Atendimento Inicial, Ponto Zero (origem da emergência), Ponto Origem (equipe), Pontos de Apoio Operacional, Pontos de Apoio Logístico, Pontos de Referência, Pontos de Acessos, Pontos de Atenção, Pontos de Parada e Obstáculos.

Objetos Notáveis: Pontes, Viadutos, Mata-burros, Colchetes, Porteiras, Local de descarga dos equipamentos, Semáforos, Redutores Eletrônicos e Áreas de escape.

2.4 Elementos de Linha

Itinerário, Viagem, Trajetos e Malha Viária.

3. Produtos do Mapeamento

     3.1 Caderneta de Campo: Caderno de anotações entregue aos técnicos para registro de fatos e eventos não normais.

     3.2 Rotograma: Leitura feita da parte inferior para a superior, contendo resumo com distância, tempo de viagem, velocidade média, pedágios e descritivos das rodovias.

     3.3 Mapa do Trajeto: Diagrama esquemático de pontos importantes do percurso ("Mapa de Churrasco").

     3.4 Dados Georeferenciados: Coleta de waypoints e tracklogs para criação da Base de Dados Georeferenciada.

💬 Você já teve problemas em campo por usar um datum desalinhado ou por falta de um rotograma bem definido? Compartilhe com a gente a sua história ou dúvida operacional nos comentários!

 

📚 Acompanhe a série completa "Exploração de Área para Plano de Emergência"!

Este é o Post 3 da nossa jornada de 7 artigos práticos do Blog Estratégia de Resposta.

 

➡️ Próximo da série: Com a base de mapeamento pronta, entramos na Segunda Fase: Caracterização Socioambiental. No próximo artigo, falaremos sobre estudos temáticos, corpos hídricos e construção da Base de Dados Georreferenciada (BDG). Acompanhe!

 

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