Segunda Fase – Caracterização Socioambiental e Base de Dados
A Fase de Caracterização tem
seu foco na necessidade de elaborar uma estratégia de atuação para o Plano de
Emergência em estudo, tentando identificar as áreas social e ambientalmente
mais sensíveis às intervenções de combate, e já tentando antever os principais
impactos associados ao risco.
Para atingir os objetivos a Caracterização segue as
seguintes diretrizes: a) Identificar os aspectos sociais, ambientais e
econômicos relevantes; b) Selecionar indicadores adequados; c) Obter as
informações necessárias; d) Sistematizar espacialmente as informações na BDG;
e) Analisar o comportamento espacial; f) Descrever o contexto socioambiental
macrorregional.
Definição
dos Estudos Temáticos
Esta atividade parte de uma
avaliação prévia dos impactos ambientais, gerando a matriz preliminar de
impactos e definindo o escopo dos seguintes estudos:
●
Estudo da
Localização: Conhecimento da distribuição
geográfica e localização evolutiva (deriva) da mancha.
●
Estudos da
Caracterização da Área Contaminada:
Obtenção de dados representativos para avaliar o potencial de contaminação.
●
Estudos dos
Produtos Vazados: Avaliação do produto,
volume, área impactada e estado físico.
●
Estudos Climáticos: Classificação climática, pluviosidade, temperatura e
balanço hídrico.
●
Estudo dos Recursos
Hídricos Superficiais: Avalia perigo
iminente de contaminação ou contaminação direta.
●
Estudo dos Bens a
Proteger: Mapeamento de APAs, zonas
sensíveis, pontos de captação de água e áreas de interesse econômico.
●
Estudo de Logística
para Atuação: Análise de recursos locais e
apoios disponíveis.
Montagem da Base de
Dados Georeferenciada (BDG)
A BDG integra informações
georeferenciadas, quantitativas e qualitativas em um geodatabase. O processo de
análise por geoprocessamento divide-se em 5 etapas:
1.
Definição dos
objetivos das análises;
2.
Preparo dos dados
armazenados na base cartográfica digital;
3.
Identificação dos
objetos mapeados e atribuição de níveis de sensibilidade;
4.
Processamento dos
dados via combinação linear e geração de mapas indicativos;
5.
Integração dos mapas
indicativos com restrições ambientais, legais e diretrizes operacionais.
💬 Na sua visão técnica, qual
estudo temático é o mais crítico no atendimento inicial: a simulação
climática/deriva ou a proteção dos bens e recursos hídricos? Participe da
discussão abaixo!
📚 Série Especial: Exploração
de Área para Plano de Emergência
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nossa série exclusiva no Blog Estratégia de Resposta.
➡️ Próximo da série: No próximo
post, avançaremos para a Terceira Fase: Avaliação Ambiental para Segmentação,
onde aprenderemos a fatiar a área sob risco em segmentos operacionais
estratégicos com base em geocentros e matriz de distâncias. Não perca!
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